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Da revolução sexual aos dias de hoje

Wednesday, January 13th, 2010

Podemos atribuir a Freud a “descoberta da sexualidade”: estudando queixas de suas pacientes histéricas, observou que a maioria delas apresentava evidentemente sua sexualidade comprometida. Aprofundando os estudos neste campo, um de seus discípulos dissidentes, Wilhelm Reich, conclui que a perturbação da genitalidade não seria um sintoma (como apontava a linha freudiana), mas o sintoma definidor das neuroses. Dava grande importância à livre expressão dos sentimentos sexuais nos relacionamentos, propondo como meta da terapia das perturbações psicológicas a libertação dos bloqueios do corpo.[3] Posteriores leituras de Reich nos anos 1960 deram força ao movimento hippie.

Alfred Kinsey, considerado o pai da sexologia, contribuiu para as pesquisas sobre a sexualidade humana com um conjunto de estudos que ficou conhecido como o Relatório Kinsey, trazendo ao meio acadêmico a insuspeitada diversidade do comportamento sexual da típica família branca de classe média dos anos 1950 (92% dos seus homens e 62% das suas mulheres se masturbava; 37% dos homens e 13% das mulheres já tinham tido uma relação homossexual que lhes tinha proporcionado um orgasmo.[4]

Masters e Johnson publicaram, na década de 1970, inovadores trabalhos descrevendo a resposta sexual humana[5] e doenças próprias da sexualidade.[6] Com os estudos de Helen Kaplan e cols., da Universidade de Cornell (EUA), surge uma visão muito clara e objetiva de uma nova psicoterapia do sexo (livros: A Nova Terapia do Sexo e O Desejo Sexual[7]).

Um dos resultados práticos destes estudos, que exemplifica esta nova abordagem sobre a sexualidade: a homossexualidade deixa de ser considerada uma doença pela Associação Americana de Psiquiatria (1973)[8] e OMS (1986).[9]‏

fonte: www.wikipedia.org

Normal ou Anormal?

Wednesday, January 13th, 2010

Considero como “normal” no comportamento sexual toda pratica que leve o outro ao prazer sem que cause dor ou danos…

Por exemplo: se você quer ter uma relação sexual com alguém, mas para ter prazer precisa ser amarrado e espancado, e se o seu(ua) parceiro(a) também quer fazer a mesma coisa junto com você, em comum acordo, então podemos dizer que os dois estão em comum acordo e consentimento tornando este ato sexual “autorizado” e com isso “normal”.

Agora, se você quer bater em seu(ua) parceiro(a), mas ela(e) não está gostando e você está usando de chantagens e ameaças que irão causar dores ao outro,ou seja, se você usar de artifícios para submeter o outro ao seu desejo, então podemos dizer que você está numa pratica sexual não saudável, e neste caso não poderia ser considerado “normal”.

Vamos a alguns exemplos:

Relações sexuais com pessoas mortas (Necrofilia)

Relações com animais (Zoofilia) – Devemos ver aspéctos culturais também, existem casos de várias pessoas vivendo em fazendas e grandes distâncias que realizam sua iniciação sexual com animais, e neste caso podemos considerar este comportamento, de certa forma normal.

Relações sob dominação de assédios (chantagens) – não há autorização e neste caso existe ameaças ou chantagens sendo realizadas.

Relações sexuais sem autorização (Estupros e violações)- o mesmo do anterior

Relações com crianças (pedofilia) o mesmo do anterior

Certamente que existe uma série de parâmetros para definir o Normal e Anormal, mas pretendo com este texto difundir apenas as informações relacionadas ao conceito de normal e anormal no campo do estudo da sexologia e não compará-los com conceitos morais religiosas ou condutas socialmente aceitas….

Normal seria então: Toda a relação em que o outro aceite, realizado de forma livre, que não cause danos a terceiros e esteja sob o domínio do prazer saudável de todos os participantes.

Todo o resto seria apenas conceitos sociais ou valores religiosos, que irão variar de cultura para cultura e de religião para religião.

Charles Rojtenberg

Psicólogo- Sexólogo 26/03/2006

www.sexologia.com.br

imagem by www.globo.com