Archive for the ‘Sexologia’ Category

Normal ou Anormal?

Wednesday, January 13th, 2010

Considero como “normal” no comportamento sexual toda pratica que leve o outro ao prazer sem que cause dor ou danos…

Por exemplo: se você quer ter uma relação sexual com alguém, mas para ter prazer precisa ser amarrado e espancado, e se o seu(ua) parceiro(a) também quer fazer a mesma coisa junto com você, em comum acordo, então podemos dizer que os dois estão em comum acordo e consentimento tornando este ato sexual “autorizado” e com isso “normal”.

Agora, se você quer bater em seu(ua) parceiro(a), mas ela(e) não está gostando e você está usando de chantagens e ameaças que irão causar dores ao outro,ou seja, se você usar de artifícios para submeter o outro ao seu desejo, então podemos dizer que você está numa pratica sexual não saudável, e neste caso não poderia ser considerado “normal”.

Vamos a alguns exemplos:

Relações sexuais com pessoas mortas (Necrofilia)

Relações com animais (Zoofilia) – Devemos ver aspéctos culturais também, existem casos de várias pessoas vivendo em fazendas e grandes distâncias que realizam sua iniciação sexual com animais, e neste caso podemos considerar este comportamento, de certa forma normal.

Relações sob dominação de assédios (chantagens) – não há autorização e neste caso existe ameaças ou chantagens sendo realizadas.

Relações sexuais sem autorização (Estupros e violações)- o mesmo do anterior

Relações com crianças (pedofilia) o mesmo do anterior

Certamente que existe uma série de parâmetros para definir o Normal e Anormal, mas pretendo com este texto difundir apenas as informações relacionadas ao conceito de normal e anormal no campo do estudo da sexologia e não compará-los com conceitos morais religiosas ou condutas socialmente aceitas….

Normal seria então: Toda a relação em que o outro aceite, realizado de forma livre, que não cause danos a terceiros e esteja sob o domínio do prazer saudável de todos os participantes.

Todo o resto seria apenas conceitos sociais ou valores religiosos, que irão variar de cultura para cultura e de religião para religião.

Charles Rojtenberg

Psicólogo- Sexólogo 26/03/2006

www.sexologia.com.br

imagem by www.globo.com

O hímen

Wednesday, November 1st, 2006

Imagina você que tem mulher que acha que o corpo dela vem da fábrica com um selo de garantia! E que, quando ele é violado, faz a mulher abaixar de valor! Você nunca tinha percebido que pensa assim também? Não se preocupe: com tanta gente trabalhando a favor dessa idéia, é difícil mesmo escapar dela.

Manter ou perder a virgindade? Essa é a questão de muitas mulheres. Um dos motivos da importância que se dá, ainda hoje, para essa pele delicada e fina que cobre a entrada da vagina, e que nem se sabe ao certo porque existe, é, nada mais nada menos, que o machismo das próprias mulheres! Pode acreditar! Presta bem atenção na maneira como a mulher fala disso: “perdi a virgindade”. Como se o hímen fosse uma coisa preciosa que se perde com um homem. Nada, quando a mulher entra sabendo das coisas para a vida sexual ativa, ela ganha, isso sim.

Algumas variações
de hímen

Antigamente as mulheres eram de três tipos: as solteiras virgens, as casadas, e as de vida fácil. Para começar a vida sexual, as mulheres chamadas sérias tinham mesmo que casar. As que faziam diferente eram tratadas como prostitutas, mesmo não sendo. Mas, ainda bem, isso acabou! Hoje a mulher pode decidir por motivos dela, só dela, se quer começar a vida sexual antes do casamento ou não. Mas ainda ficou um resto desse tempo: muitas resolvem transar, mas se depois rompem com o namorado, ficam sentindo-se menos valiosas. E morrem de medo de serem rejeitadas por outro garoto pelo fato de não serem virgens. Pois fique sabendo que a virgindade é apenas uma condição, e não um valor que a mulher tem. Os homens não podem começar a vida sexual quando bem entendem? E por acaso isso os deixa diferentes? Não, ao contrário, geralmente eles se gabam disso.

Ser virgem não é o mesmo que ter hímen. Ser virgem é a condição de todas as pessoas que ainda não iniciaram a vida sexual da forma adulta com um parceiro ou parceira.

Se você ficar encanada com isso vai ser mais difícil poder tomar a decisão, com responsabilidade, de quando quer começar a vida sexual.

Quanto ao hímen, ele pode ser de vários tipos. Todos têm pelo menos um orifício, necessário para que o sangue da menstruação e as secreções da vagina possam passar.

Geralmente o hímen se rompe após a primeira relação sexual. Existe um tipo de hímen que estica para a passagem do pênis e depois volta a ficar como era. Mas isso não significa que a mulher permanece virgem mesmo transando.

O hímen fica pouco mais de um centímetro para dentro da abertura vaginal e, com a idade, ele pode se esticar, mas não perde seu formato original nem fica mais difícil de ser rompido, como muita gente pensa.

Também é um engano achar que o homem pode, transando, saber se a mulher tem ou não o hímen intacto. Mesmo penetrando a vagina com o pênis não dá para ele sentir o hímen. Afinal, essa pele não é uma barreira que o homem deve destruir com o pênis para poder entrar.

 

O Ponto G

Monday, October 9th, 2006
O PONTO G

 

Depois do “pontocom”, o “ponto” mais procurado por quem busca sexo e prazer é o tal do Ponto G. Ponto de Grafenberg, G Spot para os ingleses, o polêmico local situados na vagina seria o responsável por um dos maiores mitos do século que passou.

Há os que afirmam que as probabilidades de sua existência são tão incosistentes quanto à dos gnomos, mas, como estes, tem enorme popularidade. Nos últimos tempos, tornou-se o verdadeiro graal do sexo, não faltando os peregrinos fanáticos que partiram em sua busca a qualquer preço, sem jamais conseguir sucesso, e os fiéis que garantem terem presenciado sua aparição durante o ato sexual.
Não há provas de que o ponto G seja mesmo o responsável pela ejaculação feminina, que, segundo a lenda, chega a jorrar em quantidades de fazer inveja aos produtores de sêmen – os homens. Descoberto, ou inventado, pelo obstetra alemão Ernst Grafenberg no final da década de 40, sua localização dá margem a especulações sobre a existência de algo ali, mais ou menos três centímetros adentro na vagina. Lá existe uma grande confluência de terminais nervosos, o que é garantia de sensibilidade, mas nem todas as mulheres são sensíveis a ponto de aumentar o seu tesão durante uma transa