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O orgasmo feminino

Expressão facial, face avermelhada, vocalização e ereção dos mamilos durante o orgasmo. A pele e outras áreas ficam ruborizadas porque o hormônio adrenalina dilata os vasos superficiais do corpo;
O coração se acelera para bombear mais sangue aos músculos;
No cérebro, a atividade dos neurônios aumenta;
Nos pumões, a respiração se torna rápida, para oxigenar o sangue, que circula mais depressa. 

O orgasmo, também chamado de clímax, é um estado fisiológico de excitação sexual e gratificação, seguida por um relaxamento das tensões sexuais e dos músculos do corpo. É marcado por sentimento de repentino e intenso prazer.

Os orgamos beneficiam as mulheres fisicamente e psicologicamente de muitas maneiras, além de aliviar cólicas menstruais e diminuição do stress. Muitos homens se importam profundamente se as parceiras alcaçam o clímax. Uma relação sexual que não satisfaça ambos, não satisfará o parceiro masculino emocionalmente, não importando quanto prazer físico ele consiga do ato em si.

Para atingir o orgasmo, o sistema nervoso envia ordens ao coração para que os batimentos cardíacos se acelerem.

A adrenalina, despejada pelas glândulas adrenais, é jogada no sangue e dilata as artérias, aumentando o fluxo sanguíneo nos músculos envolvidos nas atividades sexuais. Para uma melhor oxigenação do sangue, os pulmões aumentam o seu trabalho, e a respiração se torna curta e rápida. O suor aumenta, provavelmente para dissipar o calor acumulado do corpo.

O orgasmo é marcado por:

· um sentimento de intenso e repentino prazer;
· um aumento repentino dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea;
· os seios incham, e os mamilos se tornam eretos;
· vasoconstrição generealizada;
· o clitóris fica completamente retirado;
· a vagina é lubrificada;
· o útero se eleva;
· ocorre espasmos dos músculos pélvicos causando contrações vaginais.
· vocalização involuntária também pode acontecer.

O orgasmo dura alguns segundos (normalmente não mais de dez); a estimulação continuada pode produzir orgasmos adicionais na mulher. Após um orgasmo, o homem não responde mais à estimulação sexual e não consegue alcançar outra fase de excitação até que um certo período de tempo passe, mas as mulheres são fisicamente capazes de ter orgasmos repetidos, sem a necessidade do “período de recuperação”, necessário aos homens.

Orgasmo Feminino: Por quê?

O orgasmo feminino ainda permanece um mistério se comparado com o mais frequente e mais facilmente alcançado orgasmo masculino. Em termos de evolução e adaptação, as mulheres não necessitam experenciar o orgasmo de maneira a reproduzir.

Então qual é a função do orgasmo nas mulheres? Teóricos darwinistas, que fizeram tentativas precoces de caracterizar o orgasmo feminino, propuseram que o orgasmo faz com que a mulher permaneça deitada após o sexo, retendo passivamente o esperma e aumentando a probabilidade de concepção (3).

Outros sugeriram que o orgasmo feminino evoluiu para criar uma ligação mais forte entre parceiros, inspirando nas mulheres sentimentos de intimidade e de confiança entre eles. Alguns argumentaram que o orgasmo cumunica a satisfação sexual e a devoção ao parceiro.

Psicólogos evolutivos têm explorado a proposição de que o orgasmo feminino é uma sofisticada adaptação que permite as mulheres manipularem – mesmo inconscientemente – qual de seus parceiros será permitido fertilizar seus óvulos (3).

Orgasmos múltiplos em mulheres

Não é segredo que algumas mulheres tenham orgasmos múltiplos – Masters e Johnson documentaram o fenômeno há mais de 20 anos atrás (6). O orgasmo feminino representa um paradoxo. Enquanto ele é muito mais difícil de ser alcançado do que o orgasmo masculino, quando alcançado, parece ser capaz proporcionar o prazer repetido: o tão chamado orgasmos múltiplos.

Por que, em uma visão adaptacionista, isto ocorre? Por que o prazer feminino não pode ser tão direto e tão imediatamente recopensador como o do homem?
Teorias sugerem que contrações musculares associadas com vários orgasmos empurram com mais eficiência o esperma da vagina para o cérvix, onde há uma melhor posição para encontrar o óvulo.

Pesquisadores descobriram que quando uma mulher alcança o clímax até 45 minutos depois que seu parceiro ejaculou, ela retém significativamente mais esperma do que em sexo não-orgásmico (3). Quando o orgasmo dela precede o do companheiro por mais do que um minuto, ou quando ela não tem orgasmos, pouco esperma é retido. (3).

A pílula do orgasmo feminino

Pesquisadores na Universidade de New Brunswick, NJ, acreditam que isolaram uma substância química que produz orgasmos em mulheres. Através de experimentos com ratos de laboratório, os pesquisadores determinaram que o cérebro pode receber sinais de resposta sexual por caminho outro que a medula espinhal. Eles descobriram um caminho alternativo através do nervo vago, que vai diretamente do cérvix, através do abdomem e tórax, até o pescoço e tronco cerebral. Mulheres que foram paralisadas e não possuem sensações abaixo da linha do peito, tinham na verdade, a capacidade de alcançar o orgasmo (7).

Estes experimentos ajudaram o isolamento do peptídeo intestinal vasoativo, que acredita-se ser o neurotransmissor, ou mensageiro químico do sistema nervoso, que causa a sensação de orgasmo no cérebro.

Esta mesma substância química também tem efeito supressor da dor, rivalizando com a morfina, e fazendo dela um dia a fonte natural do alívio da dor (7). O achado poderia levar a uma pílula que daria a uma pessoa a mesma sensação de orgasmo e poderia ser usada no tratamento da dor.
Dra. Silvia Helena Cardoso, PhD, Psicobióloga

Os benefícios do sexo

“Uma das idéias mais equivocadas do passado é que fazer muito sexo faz mal. Para começo, o sexo é a coisa que temos menos probabilidade de fazer em excesso; pois o exagero resulta em temporária perda da vontade e da capacidade de continuar com a relação sexual. E, como qualquer outro exercício, a regularidade nas relações sexuais estimula as glândulas respectivas a produzir melhor os hormônios femininos e masculinos e os testículos se recarregam mais rapidamente de espermatozóides.

Os efeitos do ato sexual sobre o organismo são maravilhosos. Um artigo da Revista Forma Física de setembro de 1997 afirma que o sexo traz os seguintes benefícios: “queima calorias; melhora o humor; ameniza cólicas menstruais; alivia dor de cabeça; fortalece a musculatura pélvica; aumenta a imunidade; regula os intestinos; regula o ciclo menstrual; previne o enfarte; relaxa e melhora a insônia.”

Uma das maiores falhas religiosas foi a lenda do pecado original como sendo a relação sexual. O desejo mais benéfico se converter em ofensa ao criador. A repressão sexual, que não fazia parte de todas as religiões do passado, tornou-se a tônica da era cristã. Enquanto no antigo Egito a relação sexual era rito religioso, a religião hebraica restringiu tanto essa função vital, que, no sábado, dia sagrado dedicado ao criador, os casais deveriam abster-se de relações sexuais. A masturbação também tem sido considerada um pecado. A escritura hebraica fala de Onan, um hebreu que, descontente com o dever de cumprir o levirato (casar-se com a viúva do irmão), interrompia a relação no momento do orgasmo, jogando fora o semem, pelo que foi divinamente condenado à morte. Embora Onan não se masturbasse, mas praticasse o coito interrompido, o termo “onanismo” veio a significar masturbação, e o ato tem sido visto como reprovável pelos religiosos.

O desejo sexual, característica de uma pessoa sadia, foi paradoxalmente denominado pelos arautos do cristianismo de fraqueza da carne, e, longe de considerarem os benefícios do sexo para a cabeça humana, falou-se de concupiscência carnais que combatem contra a alma.

O catolicismo criou a interpretação de que o pecado original foi a relação sexual, como se vê em uma reza católica: “Oh Maria concebida sem o pecado original…” (Maria, a mãe de Jesus, tê-lo-ia concebido por obra do Espírito Santo, sem a prática de relação sexual).

Deixando de lado a noção de pecado, voltando para os efeitos biológicos, ainda em nossos dias, persiste a idéia de que os atletas não devem fazer sexo na véspera da competição. As análises científicas do ato sexual atualmente, a contrario senso, só têm demonstrado benefícios de sua prática.

O exercício físico, aliado à sensação agradável do orgasmo, melhora o metabolismo e fortalece o sistema imunológico. Há um efeito regulador de vários hormônios do corpo. O bem-estar experimentado através do orgasmo tem um efeito rejuvenecedor sobre todo o organismo, equilibrando as funções de várias partes do corpo. O relaxamento resultante do orgasmo melhora o sono, possibilitando um melhor desempenho cerebral na tarefa de organizar os neurônios.

As glândulas sexuais são generosas na produção de espermatozóides, e estocá-los não ajudam em nada. Os lutadores que abstêm de relações sexuais nas vésperas das lutas não estão reservando tanta energia quanto pensam. Quando estão treinando estão consumindo mais energia do que ao fazer sexo. É verdade que uma relação sexual consome quantidade considerável de calorias, mas não é deixando de gastar energia que se mantém o corpo forte. Ele precisa consumir e repor constantemente para não se enfraquecer. O consumo adequado adapta o corpo a repor melhor os desgastes. Somos uma máquina eficiente para capacitar-se a executar tarefas cada vez mais difíceis cada vez com mais facilidade, desde que condicionada gradativamente.

Como qualquer outro exercício agradável, a relação sexual está nos preparando para o prolongamente das nossas atividades no tempo” (de A Fonte da Juventude).

Fonte: http://www.bhsexo.com.br/