Archive for December, 2006

A Orientação Sexual como Sistema de Prevenção de Saúde

Friday, December 22nd, 2006

Diante de inúmeros problemas de saúde pública que poderiam ser contornados com projetos de prevenção adequados, fica evidente a necessidade de investimento em Orientação Sexual. De acordo com uma pesquisa do Instituto DataFolha realizada em dez capitais brasileiras e divulgada em junho de 1993, 86% das pessoas ouvidas são favoráveis à inclusão de Orientação Sexual nos currículos escolares. Apesar disto, somente 32% dos pais conversam sobre sexo com seus filhos e metade deles nunca chegaram a tocar neste assunto. Alguns anos antes, a Editora FTD realizou uma pesquisa enviando carta-resposta comercial para dez mil professores. Das cartas respondidas, 84,3% acham que não tiveram boa educaçãosexual ou a tiveram mais ou menos, contra 13% que se declararam satisfeitos. Para 42,8%, as pessoas mais procuradas para conversar eram amigos e colegas, sendo que somente 6,2% procuravam os pais ou orientadores da escola. A grande maioria declarou que não era permitido falar de sexo na escola onde estudara.

Diante desta realidade, “Guia de Orientação Sexual – Diretrizes e Metodologia”, traduzido e adaptado do original “Guidelines for Comprehensive Sexuality Education”, pelo Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual, Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS e Centro de Estudos e Comunicação em Sexualidade e Reprodução Humana, conclui que apesar de todos perceberem a sua necessidade, o trabalho de Orientação Sexual ainda é muito incipiente no país, mesmo que já se tenham passado alguns anos desde a realização destas pesquisas. De lá para cá, muito se avançou, principalmente com a conscientização de realidades muito duras, como a disseminação da AIDS, que provocaram uma avalanche de ONGs (Organizações Não-Governamentais) e campanhas na mídia que falavam de sexualidade. Ainda assim, o debate sobre os modelos de prevenção, o papel das escolas, dos governos, da mídia e das famílias continua em pauta. “A discrepância entre a prática e os desejos da população passam por razões diversas na rede pública e particular. Tem que existir, em primeiro, uma vontade política (por parte dos governantes) de assumir programas desse tipo. Isso implica reconhecer como prioridade investimentos na área da saúde e educação da criança e do adolescente”, define o Guia.

O que é educação sexual

Cabe, em primeiro lugar, definir Orientação Sexual. Segundo o programa Multirio, do Governo do Rio de Janeiro, a Orientação Sexual caracteriza-se, inicialmente, “por um conjunto de orientações desenvolvidas de forma assistemática sobre sexualidade”. Este processo, prossegue o texto publicado na página governamental, “é global, não intencional, e envolve toda a ação exercida sobre o indivíduo, no seu cotidiano, desde o nascimento, com repercussão direta ou indireta sobre a sua vida sexual, ao longo da vida”.

A Educação Sexual, de acordo com o Multirio, pode ser tanto informal quanto formal. A informal, surge no seio da família e tende a reproduzir nos jovens, conforme o órgão carioca, os padrões de moralidade, numa dada sociedade. Além disso, a veiculação de informações citadas pelos meios de comunicação de massa (jornais, revistas, TV, rádio, etc) também podem ser consideradas partes integrantes de uma educação informal sobre sexualidade.

A Educação Sexual considerada formal, por outro lado, “ganha o espaço institucional das escolas e centros comunitários, sob a forma de ações, programas e projetos deliberados. Esta abordagem também pode reafirmar conceitos ou, numa segunda visão, promover a difusão de informações relativas à sexualidade, acompanhadas de questionamentos e discussão sobre a sexualidade”, explica o órgão governamental.

Estes conceitos vão se subdividindo e tornando-se ainda mais complexos na explicação do Multirio. Eles distinguem, por exemplo, dois novos conceitos de educação sexual, segundo outros autores: o primeiro se denomina intelectual e preocupa-se com conceitos e clarezas de definições. O outro é mais combativo e procura recrutar para as lutas mundiais de transformação dos padrões de relacionamento sexual.

O programa de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro considera a educação sexual como “o conjunto de teorias ou práticas, formais ou informais, que abordam, numa perspectiva educativa, aspectos da sexualidade humana com crianças e adolescentes”. Para a secretaria carioca, o objetivo de um trabalho de educação sexual é “permitir que crianças e adolescentes entendam a sexualidade como aspecto positivo e natural da vida humana, propiciando-se a livre discussão de normas e padrões de comportamento em relação ao sexo e o debate das atitudes pessoais frente a própria sexualidade”.

Segundo o Guia de Orientação Sexual, o trabalho de Orientação Sexual procura “ajudar crianças e adolescentes a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis a respeito de sua vida sexual, agora e no futuro”.

A AIDS como justificativa para a Orientação Sexual

Com o advento da AIDS, ficou mais do que evidente a necessidade de investimentos em prevenção, visto ser esta a única forma disponível para conter a epidemia. A Orientação Sexual ganhou força como política pública de saúde a partir desta realidade, sendo necessário, portanto, entender sua extensão e impacto na disseminação deste tema nos currículos escolares e nas conversas em família, além da sua constante presença na mídia. Na dissertação de Mestrado “Escola e AIDS: Um olhar para o sentido do trabalho do professor na prevenção à AIDS”, na PUC/SP, do psicólogo Marcelo Sodelli, diretor técnico do Netpsi – Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia, consta que o Ministério da Saúde, em 1996, divulgava que o Brasil contava com 62.634.791 habitantes com idade entre 5 e 24 anos, sendo que 47 milhões são alfabetizados e 15 milhões não freqüentam a escola.

Por outro lado, a partir do segundo boletim epidemiológico de 1999, Marcelo mostra que dos 155.590 casos de Aids notificados desde o início da epidemia até fevereiro daquele ano, 41.678 referem-se às faixas etárias compreendidas entre o nascimento e a idade de 29 anos e a maior parte dos casos vêm ocorrendo entre pessoas de 20 a 40 anos de idade, sendo que a transmissão do HIV vem ocorrendo principalmente pela via sexual e através do uso compartilhado de seringas ou agulhas entre usuários de drogas injetáveis.

Paralelamente, explica Marcelo, a gestação indesejada na adolescência vem aumentando consideravelmente, o que desencadeia um maior número de abortos e amplia a problemática entre as adolescentes de baixa renda. Além disso, a alta incidência das DSTs nesta faixa etária indica a prática sexual desprotegida, ou seja, sem uso de preservativo.

“Analisando todos estes dados, percebemos que os adolescentes têm se mostrado despreparados para elaborar assuntos referentes à sexualidade, criando barreiras para a promoção da sua saúde sexual, tornando-se mais propensos à sérios problemas”, considera Marcelo, que já trabalhou em diversos programas de Orientação Sexual e de Prevenção à AIDS. Em sua tese, ele indica que “a falta de diálogo familiar, a crescente oferta de drogas (lícitas e ilícitas), a sensação de invulnerabilidade, a suscetibilidade às pressões grupais, e a transgressão são alguns aspectos determinantes da vulnerabilidade individual, institucional e social dessa população”.

Como solução, Marcelo levanta que, baseado em todos estes dados, a escola é o melhor espaço para realizar trabalhos preventivos para esta faixa etária. Ele lembra, em sua tese, o que afirma o Ministério da Educação:

“Devido ao tempo de permanência dos jovens nas escolas e às oportunidades de trocas, convívio social e relacionamentos amorosos, a escola não pode se omitir frente à relevância dessas questões, constituindo-se em local privilegiado para a abordagem da prevenção às doenças sexualmente transmissíveis / AIDS .”

Marcelo lembra ainda que também a Organização Mundial de Saúde (1989) considera que a escola é um dos principais centros para a educação no setor de saúde. “Ao criar esse espaço de socialização do saber, estaria contribuindo para a promoção e divulgação de medidas preventivas ao combate à AIDS”, diz.

Copyright 2000 eHealth Latin America

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3738&ReturnCatID=1781

Impotência

Friday, December 22nd, 2006

Mito Masculino – Temor de Desempenho

Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.

Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?

Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?

É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.

Atenção! a eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.

O que causa a perda da ereção?

As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.

- O estresse do dia-a-dia.
- A discórdia conjugal.
- A falta de atração pela parceira.
- A ansiedade ou depressão.
- O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
- Conflitos emocionais antigos.
- Culpa e repressões sexuais.

São algumas das causas psíquicas comuns.

Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.

- A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
- Excesso de prolactina.
- A presença de algumas doenças como o diabete melito.
- O uso de medicações que combatem a hipertensão.
- A anormalidade vascular peniana.

São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.

E tem cura?

Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.

Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.

Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.

O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

 

A paixão sem mistérios? A anatomia, a química e a biologia do amor

Friday, December 22nd, 2006

“Então de repente, no bar, na festa, na praia, na fila do banco – não importa -, os olhos se encontram. Primeiro uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalha em calafrios que procuramos disfarçar. Um leve suor nas mãos. No primeiro encontro, os lábios ressecam um pouco antes do primeiro beijo, as palavras tremem embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentam o peso do corpo. Esquecemos do mundo lá fora em eternas horas de silenciosa saudade ao telefone, perfumadas com aquela inquietude própria dos amantes… ”

Introdução

Quem nunca sentiu coisa parecida? Pois os cientistas – sempre eles! – querem nos convencer que toda esta áurea sedutora de mistério que envolve os assuntos do coração não passa de uma meia dúzia de manifestações anatômicas e equações bioquímicas. Até onde a ciência pode realmente traduzir em números e estatísticas aquilo que para muitos de nós é a verdadeira essência dos céus na Terra: o Amor?

Primeiro, definindo o amor

O amor é uma experiência consumptiva. Mergulhamos euforicamente nesta deliciosa tortura e não comemos ou dormimos direito. Freqüentemente, é difícil manter a concentração. A Dra. Donatella Marazziti, psiquiatra da Universidade de Pisa, acredita que pessoas “doentes de amor” estejam realmente doentes: sofrem de um distúrbio obsessivo-compulsivo. Inegavelmente, paixão e psicose obsessiva-compulsiva compartilham diversos aspectos comuns. E isto não é meramente uma teoria sem fundamentos: “ambos estados associam-se a baixos níveis cerebrais de serotonina, uma substância química fabricada pelo corpo que nos ajuda a lidar com situações estressantes”, afirma a médica.

Uma segunda descoberta do trabalho da Dra. Marazziti e não menos importante merece ser mencionada: bebidas alcoólicas também diminuem os níveis de serotonina no cérebro, criando a ilusão de que a pessoa do outro lado do bar é o amor da sua vida. Portanto, cuidado com as noitadas.

Que seja eterno enquanto dure

Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, sim. Ela diz: “seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”. Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o amor possui um “tempo de vida” longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança. “Em termos evolucionários,” – ela completa – “não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos”.

A pesquisadora identificou algumas substâncias responsáveis pelo Amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos – e toda a “loucura” da paixão desvanece gradualmente – a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor – companheirismo, afeto e tolerância -, e permanece junto. “Isto é especialmente verdadeiro quando filhos estão envolvidos na relação”, diz a Dra. Hazan.

Os homens parecem ser mais susceptíveis à ação das substâncias responsáveis pelas manifestações associadas ao Amor. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: “graças à intensidade da ilusão romanceada que temos do Amor, achamos que escolhemos nossos parceiros, mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo” – que o digam os processos de assédio sexual no local de trabalho…

Com base em pesquisas da Dra. Helen Fisher, antropologista da Universidade Rutgers e autora do livro The Anatomy of Love, pode-se fazer um quadro com as várias manifestações e fases do amor e suas relações com diferentes substâncias químicas no corpo:

Manifestação Conceito Substância mais associada
Luxúria Desejo ardente por sexo - Testosterona
Atração Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance - Altos níveis de Dopamina e norepinefrina
- Baixos níveis de serotonina
Ligação Atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura - Ocitocina e vasopressina

Fórmulas do Amor: a paixão é uma reação química?

Os cientistas conhecem a Feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la ao sentimento de Amor. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.

O affair da feniletilamina com o Amor teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.

A Dra. Helen Fisher demonstrou que a inconstância, a exaltação, a euforia, e a falta de sono e de apetite associam-se a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.

Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios. Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os que defendem a existência dos feromônios baseiam-se em evidências mostrando a presença e a utilização de feromônios por espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. Os feromônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros. Se realmente existirem na espécie humana e sua percepção se der de maneira inconsciente, estaríamos permanentemente emitindo informações acerca de nossas preferências sexuais e desejos mais obscuros sem saber?

Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que o “amor à primeira vista” é a maior prova da existência destas substâncias controvertidas. Os feromônios – atestam – produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. À medida em que vamos nos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nos dizemos “apaixonados” – a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônios.

Com ou sem feromônios, é fato que a sensação de “amor à primeira vista” relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo. E voltamos à questão inicial: até que ponto a paixão é simplesmente uma reação química ?

O amor por cima das teorias

Apesar de todas as pesquisas e descobertas, existe no ar uma sensação de que a evolução, por algum motivo, modificou nossos genes permitindo que o amor não-associado à procriação surgisse – calcula-se que isto se deu há aproximadamente 10.000 anos. Os homens passaram realmente a amar as mulheres, e algumas destas passaram a olhar os homens como algo mais além de máquinas de proteção.

A despeito de todos os tubos de ensaio de sofisticados laboratórios e reações químicas e moléculas citoplasmáticas, afinal, deve haver algo mais entre o céu e a terra…

Copyright © 2002 Bibliomed, Inc.

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4143&ReturnCatID=1781

 

Receita de como fazer sexo

Tuesday, December 19th, 2006

Ingredientes:

- 04 olhos

- 04 pernas

- 04 braços
- 02 pacotes de leite
- 02 ovos
- 01 tigela
- 01 banana

Modo de preparar:

1- olhe dentro dos olhos;
2- com os braços, abrir as pernas;
3- aperte e massageie os pacotes de leite delicadamente;
4- coloque suavemente a banana na tigela, retirando-a logo em seguida.

Repita o procedimento até adquirir consistência cremosa.
Obs: para melhores resultados, continuar massageando os pacotes de leite.

5- ao elevar-se a temperatura, mergulhe a banana profundamente na tigela,
cubra com os ovos e deixe-a umedecer preferencialmente. NÃO pernoitar.O bolo
estará pronto quando a banana amolecer. Caso isso não ocorra, repita os
passos de 3 a 5 ou troque de tigela.

Observações:
- se você se encontra em uma cozinha que lhe é estranha, lave bem os utensílios
antes e após o uso;
- não lamba a tigela
- caso o bolo cresça, fuja…
Fonte: www.google.com.br

Sexo por sexo

Wednesday, December 13th, 2006

Acho que passa um pouco pela atual e tão discutida falta de referência pessoal, esta busca louca por realização sexual, seja de que forma for.

Garotas e garotos de programa estão faturando alto nestes dias em que até observação de cego está valendo para fomentar o consumismo das pessoas que ainda não descobriram sua identidade e que vivem vagando em busca de elogios tão superficiais quanto elas mesmas.

Ah, mas o mundo sempre foi assim… é verdade! Mas hoje parece que está mais, não é mesmo? Talvez seja culpa da globalização e desta abertura dos meios de comunicação. A internet, o celular… Hoje se sabe mais sobre estas coisas, se vê mais. Na verdade, os vaidosos de plantão sempre existiram.

As pessoas estão vivendo para ter e para consumir objetos de desejo desenfreadamente todos os dias, em busca de estabelecer uma imagem que reflita um poder que, na realidade, elas não têm. Estas mesmas pessoas buscam no sexo eventual, a aferição do seu poder de sedução e a constatação do quanto valem os investimentos que fizeram nos seus corpos com as horas dedicadas a procedimentos de beleza e com as fortunas desembolsadas com a aquisição de bens de consumo como roupas, jóias e carros que elas pensam, as fazem parecer mais atraentes e poderosas.

Não é nada disso que importa, gente! Sexo é muito mais do que isso. Sexo é oportunidade divina de comunhão entre dois seres. Não importa a performance, não importa a forma física, não importa os apetrechos e fantasias e nem mesmo o clímax em si, se entre os participantes deste encontro não houver uma proposta maior.

“Querer aprender umas tantas “técnicas” exóticas de excitação e querer manter o momento sexual isolado de tudo o mais não leva a nada – ou leva ao de sempre. Querer achar – como o querem os que escrevem para revistas de encontros sexuais – uma companhia para sexo “sem compromissos”, corresponde a cortar os genitais e manda-los pelo Correio – um para o outro. É isolar a pessoa do ato – técnica primária de Alienação”. Diz o psiquiatra e escritor José Ângelo Gaiarsa em seu livro, A família de que se fala e a família de que se sofre – o livro negro da família do amor e do sexo. Ed. Agora.

O sexo mecânico e sem envolvimento que muitos julgam prazeroso, sobretudo porque não causa dependência e nem aborrecimentos, nada mais é que uma luta incansável por manter-se em um estado constante de alienação que termina por obrigar quem o pratica a procurar continuamente por novos parceiros e em todas as vezes a praticar tudo igual como se fosse a primeira vez, e é na verdade. Pode até ser gostoso e, na maioria das vezes, é, mas fica faltando alguma coisa. Sorvete também é uma delicia, no entanto acaba muito rápido e não deixa lembrança alguma, depois de alguns você enjoa e passa a preferir comer tortas e doces.

No sexo onde exista, no mínimo, atração física cultivada, por exemplo, no sexo entre amantes, mesmo que com a proposta de nunca haver entre os dois um compromisso, cabe a possibilidade de se desenvolver ali um interesse mútuo de felicidade através do prazer.

No sexo onde o amor acontece e os parceiros não temem os aborrecimentos que certamente surgem com o compromisso, a entrega dos dois possibilita uma enorme troca de energias e o sentimento faz com que o prazer se estenda além do corpo. Neste caso, não existem olhos para as roupas que vestiam, para as gordurinhas fora do lugar, para as ruguinhas que o tempo deixou ou para alguma deficiência física. Acreditem, o tesão é cada vez maior, e cada dia queremos mais com aquela pessoa.

Ninguém ali se lembra se o outro tem jóias no cofre de um banco ou qual é o carro que deixou na garagem. O poder está em fazer-se feliz e em fazer feliz o outro. O poder está em sair daquele momento com uma sensação indescritível de plenitude. O poder está em andar leve e sorridente até que um próximo encontro aconteça. Está em esperar ansiosamente por um novo encontro. O poder está na segurança de que o outro o deseja e que deseja além de tudo, cada dia mais, a sua companhia.

Havendo constância nos encontros amorosos, o casal estará sempre em busca de novos prazeres. Novas carícias, descobertas de pontos erógenos um do outro, novas e mais adequadas posições para os seus corpos. A intimidade, que não acontece nos encontros fortuitos, possibilita ao casal que se ama uma continuidade no interesse de agradar-se mutuamente. E assim, não sendo dois estranhos, serão capazes de inovar sempre, por mais que se acredite no contrario. A rotina, normalmente, acontece entre estranhos. Entre estranhos que vivem na mesma casa!

“Nada que seja feito do mesmo modo – sempre do mesmo modo – conserva os níveis iniciais de interesse, consciência e prazer. A alma da vida, do crescimento e do prazer é a VARIAÇÃO – toda criação e crescimento são variações. O mal está na constância.” Diz ainda o Gaiarsa no mesmo livro.

A variação não precisa necessariamente ser de pessoas! E constância, neste caso, é a de atitudes mecânicas presentes no sexo feito por obrigação s,ó porque dois estranhos insistem em viver juntos. Muitas vezes, sexo entre marido e mulher, também é “sexo por sexo”. Quando acaba, fica uma sensação horrível de vazio, ninguém entende por que é que ainda está ali…

Sendo assim, minha mensagem, dessa vez, é que você busque no sexo algo muito maior que auto afirmação. Que você busque no sexo, nesta fonte inesgotável de saúde, a sua PAZ.

Muito amor, muito sexo, muita paz!

Jussara Hadadd é terapeuta holística,
especializada em sexualidade

Fonte: www.acessa.com

 

Rotina que faz bem

Wednesday, December 13th, 2006

Giuliana Aflalo Lopes Barbieri

Casados: animem-se! Ninguém com alguns meses ou anos de vida em comum é obrigatoriamente vítima da rotina sexual.

Segundo pessoas casadas, ou que curtem um relacionamento duradouro, e felizes, a intimidade trazida pela vida a dois só pode melhorar o sexo. “Essa história que o sexo acaba com o casamento é da época da minha avó, que a mulher tinha que ser recatada até com o marido. Hoje, nós podemos ousar muito mais”, conta Célia de Freitas, 34 anos e 9 de casamento. “É aquela velha história: a prática leva à perfeição”.

É verdade. Hoje há muitos recursos para manter a chama da paixão acesa. E, a maneira mais lógica é usar esse conhecimento diário a favor de uma vida sexual mais intensa.

“Muitos casais realmente se queixam do sexo quando estão juntos há muito tempo, pois a rotina pode interferir no desempenho sexual. Devemos começar questionando como estão as coisas ‘fora’ da cama: se a rotina é somente sexual ou da vida”, afirma a sexóloga Lucianne Fernandes.

Ela garante que muitas vezes o casal está cansado do dia-a-dia como um todo: trabalho, filhos, casa, contas etc. E, acabam deixando de lado os prazeres da vida. “O perigo está aí”, diz. Para a Dra. Lucianne, o prazer não deve ser buscado somente na cama mas, durante todo o dia. É importante ter momentos de lazer, inovar seus dias e fazer uma atividade física, não deixando que o estresse do mundo faça com que você pare de apreciar as boas coisas da vida. “Sentir-se bem aumenta a auto-estima e isso melhora o desempenho sexual de qualquer um”, conta a psicóloga. “Estar bem com você é estar bem com o outro”.

É utopia dizer que não há fases sexuais ruins depois de algum tempo de relacionamento. Pode-se chamar isso de “efeito colateral” de uma relação duradouro que, de acordo com profissionais, pode ser combatido com um pouco de empenho e alguma criatividade.

“Para o sexo não esfriar é preciso ter criatividade e boa vontade. Mostrar o quanto a outra pessoa é importante. Um carinho, um afago e, principalmente, muito namoro”, estes são os conselhos da psicóloga que lembram bastante a receita de Célia de Freitas. “Sair para jantar fora, fazer surpresas fora de hora, paquerar de longe seu parceiro ou sua parceira durante uma festa são dicas que não costumas falhar”, conta Dra. Lucianne.

Use da intimidade para colocar em prática fantasias, jogos eróticos e se arrisque em novas situações. Hoje em dia, só deixa a peteca cair quem quer. E, lembre-se, um pouco de jogo de cintura vale a pena quando se tem o privilégio de envelhecer ao lado de quem se escolheu.

Fonte: www.uol.com.br